O atraso nas obras da UPGN e na construção de dutos marítimos para trazer o gás dos campos do pré-sal para a terra está fazendo a Petrobrás considerar a possibilidade de instalar unidades de liquefação em alto mar. Essa é uma das opções que estão sendo estudadas para escoar a crescente produção de gás natural do pré-sal. A informação é da própria gerente de Emissões e Mudanças do Clima da empresa, Viviana Coelho, num seminário on line. Segundo ela, as unidades de GNL podem ser uma alternativa para o gás natural associado à produção de petróleo do pré-sal.

A falta de infraestrutura para transportar o gás natural produzido em mar é vista como uma possível limitação para o aumento da produção de petróleo no pré-sal e um atraso significativo no projeto do governo federal, tão alardeado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes. O Programa do Gás Barato está saindo mais caro pelos erros seguidos da Petrobrás, ocasionando atrasos, como na escolha de uma empresa sem qualificação para terminar a construção da UPGN do Comperj, que está parada em função das dificuldades financeiras do consórcio Kerui-Método, por falta de fôlego financeiro. Há muitas dívidas com fornecedores e até skids de processamento no Porto do Rio, construídos e importados da Malásia, com problemas de documentação e falta de pagamento. Um imbróglio que a Petrobrás ainda não deu conta de resolver.

Os reservatórios do pré-sal já respondem por dois terços da produção brasileira, apenas pouco mais de uma década após sua descoberta, e o percentual deve continuar crescendo. Uma pequena porção do gás é queimada pelo Flare das plataformas. O Brasil possui uma legislação rígida que limita essa queima, a forma mais barata para empresas lidarem com gás natural não utilizado.. O processo de queima libera metano, e a Petrobrás quer diminuir as emissões de gases de efeito estufa da companhia em de 30% a 50% até 2025.

Fonte: Agência Brasil

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